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Bookish by the sea

Bookish by the sea

Setembro 05, 2023

Se este não é o primeiro post que estão a ler neste blogue, é possível que já se tenham apercebido que eu aprecio o (não tão) ocasional romance. E aqui não me refiro ao termo mais abrangente que usamos em Portugal para definir uma grande fatia dos livros de ficção, mas sim as histórias que se focam essencialmente nas aventuras e desventuras de um casal até este acabar inevitavelemente junto.

romantic comedy.jpeg

É o meu guilty pleasure, admito. Quando estou mais cansada ou stressada, quando o trabalho me gasta demasiada energia mental para me conseguir concentrar em livros mais "pesados" ou simplesmente porque é verão e só quero uma história leve e inconsequente... São muitas as vezes (talvez até vezes demais) em que me refugio neste tipo de livros que não deixam mossa. 

Mas aqui também há que dar o devido crédito e reconhecer que na maré de histórias esquecíveis, às vezes somos surpreendidos.

Foi o caso do Meet Me in the Margins, que foi o ponto alto do meu binge  de audiolivros no ano passado. E foi agora o caso deste Romantic Comedy, no qual peguei sem saber quase nada sem ser que era inspirado pelo Saturday Night Live.

E que boa surpresa! O livro está dividido em três partes, uma muito centrada nos bastidores do programa de TV que é a versão ficcionada do SNL (e aqui é notória todo o investimento na pesquisa feito pela autora) e outra que é contada sob a forma de uma troca de emails.

A história assenta muito na celebrety trope (ou seja, o seu conflito central é o facto de uma celebredida e uma pessoa normal se apaixonarem) e não é excessivamente fofinha. Claro que coloca o interesse romantico no pedestal irrealista dos "homens escritos por mulheres", enquanto a personagem principal consegue ser um bocado chata e previsível, sempre com as mesmas inseguranças (mas não será isso em si seja a nossa natureza humana?).

O mais inesperado foi mesmo a introdução da pandemia de Covid! É o segundo livro que leio em que o tema é tocado (o outro foi o Beautiful World Where Are You, mas nesse caso é apenas uma menção rápida no desenlance, enquanto aqui é uma parte fundamental da narrativa). Acho que passou tempo suficiente para que ler sobre isto se torne interessante. Muitas vezes dei por mim a pensar "hmm que engraçado, realmente na quarentena eu fiz X ou aconteceu Y".

Se ainda não vos convenci, deixo-vos as minhas duas passagens favoritas: 

"You know when your're really vibing with another person?" he said. "Like for once the loneliness lifts, and you fully get each other - do you think that's all bullshit?" I took a deep breath and said, "I don't think that is bullshit. I think it's rare, but real" 

"I do still wonder whether a person's writing self is their realest self, their fakest self, or just a different self than their in-the-world self"

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